Depois de expor ao vivo para todo o Brasil um sentimento que
muitos jogadores tem sobre a maior entidade do nosso futebol, o atacante Emerson Sheik teve que “voltar
atrás “ em suas declarações para evitar uma punição pesada que poderia chegar
até a 18 jogos.
Isso faz parte do futebol como diria Vanderlei Luxemburgo, mas todos sabemos que para o
arbitro, Sheik falou o que pensava naquele momento, já para as câmeras, a
critica foi direcionada para um órgão que prima pela ausência e comportamento apático
diante de diversos problemas e dificuldades que nosso futebol vive.
Em relação ao comportamento de Sheik, eu tenho a opinião que
ele pode e deve se manifestar seja lá onde for, desde que não ofenda moralmente
ninguém. Na situação ele simplesmente emitiu uma opinião contundente sobre a
CBF.
O outro lado da história é a punição dada a ele pelo
STJD. Essa sim, foi totalmente equivocada.
Se pensarmos que em muitos casos menos ofensivos, tivemos punições marcantes, e visto que o
tribunal está avaliando um caso em que a instituição CBF foi ofendida por um
jogador filiado a ela, o tribunal deveria ter uma postura diferente punindo
Sheik com um gancho longo e mostrando que não compactua com o que ele disse.
A partir do momento que ele é absolvido da pena por ofensas
a CBF, o tribunal mostra que ele pode sim omitir opinião, mesmo sendo contra a
CBF e mais, mostra que ele não está errado, que suas críticas tem fundamento.
No final das contas, chega-se a conclusão que a palavra credibilidade passou longe do STJD
com julgamentos tendenciosos e sem critério.
E o nosso futebol com a nossa CBF, caminha cada vez mais
para o poço sem fim. Algo precisa mudar.

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